Lição 9 – Davi: Forjado pelo Tempo

Lições Bíblicas Dominical Jovens 2° Trimestre 2025 CPADLições Bíblicas Jovens – 2° Tri. 2025  | Lição 9 – Davi: Forjado pelo Tempo | Comentarista: Marcos Tedesco | Data da Aula: 1 de Junho de 2025

TEXTO PRINCIPAL

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Ec 3.1)

RESUMO DA LIÇÃO

Entre o chamado de Davi e o início do seu reinado houve um grande espaço de tempo no qual ele pôde ser preparado por Deus para tal missão.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – 1 Sm 16.13

O jovem Davi é ungido 

TERÇA – 1 Cr 11.3

Davi, experimentado, finalmente é rei

QUARTA – Hc 2.3

Tudo tem o tempo certo

QUINTA – Ec 8.6

O tempo e o modo para todo propósito

SEXTA – 2 Sm 5.6-10

Davi crescia, pois Deus era com ele

SÁBADO – Jr 33-3

O clamor e o tempo certo

OBJETIVOS: 

1. SABER que Davi teve que enfrentar longos anos de espera e de preparo para receber as promessas de Deus;

2. RESSALTAR o tempo de Deus em nossas vidas;

3. COMPREENDER que a nossa caminhada é também um tempo de aprendizado.

INTERAÇÃO

Prezado (a) professor (a), na lição deste domingo veremos que Davi foi chamado para uma missão muito especial, porém foi preciso um longo preparo até que pudesse, finalmente, iniciar o seu reinado em Israel Foi um tempo de muito aprendizado, sempre conduzido sob a direção divina. O filho de Jessé soube viver o Kairós e, ao longo desse “treinamento”, permanecer convicto de que tudo estava sob o controle do Senhor. Que possamos seguir o exemplo deixado por Davi e, no tempo certo, viver os planos de Deus para as nossas vidas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte pergunta: ‘Basta, na obra do Senhor, ter a promessa, o sonho e o chamado?” 

 

Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Depois, explique que Davi foi ungido pelo profeta Samuel ainda na adolescência e era perfeitamente natural que muito ainda precisasse ser aprendido e amadurecido por ele. Não basta a promessa (Js 1.1-9), o sonho (Gn 37.5-10) e o chamado (1 Sm 16.1-13), é preciso que posturas após as promessas, sonhos e chamados sejam colocados sob nossas perspectivas; faz-se necessário nos permitirmos ser trabalhados pelo Senhor (Sl 18.30-35). Ao olharmos as histórias de Josué. José e Davi podemos perceber o quanto precisavam aprender a partir da visão inicial de suas caminhadas: nenhum lançou-se em sua missão sem atentamente compreender quais seriam as suas ações no processo.

TEXTO BÍBLICO: 1 Samuel 24-4-8

4 Então, os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o Senhor te diz Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem a teus olhos E levantou-se Davi e. mansamente, cortou a orla do manto de Saul.

5 Sucedeu, porém, que. depois, o coração doeu a Davi, por ler cortado a orla do manto de Saul:

6 e disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor.

7 E. com estas palavras. Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul e Saul se levantou da caverna e prosseguiu o seu caminho.

8 Depois, também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul. dizendo: Rei. meu senhor! E, olhando Saul para trás. Davi se inclinou com o rosto em terra e se prostrou.

INTRODUÇÃO

Estamos diante de um fator muito importante para que tudo aconteça da melhor forma possível o tempo. O tempo é uns dos melhores professores, porém precisamos entender as palavras por ele escolhidas para nos ensinar.

O Senhor escolheu e ungiu Davi para uma grande missão. Para tal, era necessário muito aprendizado nas mais diversas áreas da vida. Não foram momentos fáceis, mas o homem segundo o coração de Deus soube esperar e deixar ser moldado para cumprir os propósitos divinos.

I – LONGOS ANOS DE ESPERA E DE PREPARO

1. Na espera, aprendizado. 

Davi foi ungido pelo profeta Samuel ainda na adolescência e era perfeitamente natural que muito ainda precisava ser aprendido e amadurecido por ele, As tarefas por ele desempenhadas no campo eram, em complexidade, muito distantes das que um dia assumiria ao sentar-se no trono de Israel No entanto, ali no campo com as ovelhas ele já era aquele que é mencionado como “o homem segundo o coração de Deus’ (1 Sm 13.14; At 13.22).

Não basta a promessa (Js 1.1-9). o sonho (Gn 37.5-10) e o chamado (1 Sm 16.1-13), é preciso que posturas após as promessas, sonhos e chamados sejam colocados sob nossas perspectivas: faz-se necessário nos permitirmos ser trabalhados pelo Senhor (Sl 18.30-35). Ao olharmos as histórias de Josué. José e Davi podemos perceber o quanto precisava ser desenvolvido a partir da visão inicial de suas caminhadas, nenhum lançou-se em sua missão sem atentamente compreender quais seriam as suas ações no processo.

O Senhor nos chama, mas também nos convoca ao preparo, ao amadurecimento e ao tempo de relacionamento com o divino em uma caminhada crescente de intimidade e comunhão.

2. Quando a “vitória” não vem do Senhor. 

Como são grandes as nossas lutas, não é mesmo? Há momentos em que, já cansados da caminhada, nos deparamos com imagens revigorantes e oportunidades imperdíveis que parecem ser a resposta de nossas orações Porém, precisamos cuidar para que não confundamos oásis com miragens, nem bênçãos do Senhor com armadilhas do Inimigo. Para tanto, precisamos estar sempre focados na direção divina.

Davi passou exatamente por essa situação, porém o seu coração pertencia a Deus e não se deixou levar pelas aparências (1 Sm 24). Saul, em sua caçada a Davi, entrou em uma caverna. Lá achou que estava em segurança e reservado dos olhares alheios. Porém, Davi também estava lá com os seus homens que lhe disseram palavras tentadoras: “Hoje é o dia do qual o Senhor lhe falou – ‘Eis que eu entrego o seu inimigo nas suas mãos, e você fará com ele o que bem quiser”. Palavras aparentemente boas, mas mascaravam uma grande armadilha. Após cortar um pedaço das vestes de Saul, já fora da caverna. Davi jurou lealdade ao rei, reafirmou sua fidelidade e prometeu bondade para com a casa do velho monarca.

Como é fácil achar que diante de oportunidades “imperdíveis”, estamos presenciando uma “vitória” enviada por Deus. Mas assim como foi com Davi, precisamos estar sensíveis à vontade do Senhor.

3. Duas mortes, dois prantos. 

O Monte Gilboa foi o palco de muito sangue derramado: no mesmo dia lá tombaram o rei Saul e seus três filhos. Jônatas. Abinadabe e Malquisua, seu escudeiro e suas tropas Diante desse fim trágico, a postura de Davi foi mais uma demonstração de sua integridade e distinção. O senso comum levaria muitos a celebrar a morte do perseguidor e a possibilidade de alcançar o tão almejado trono, mas não foi assim com o homem segundo o coração de Deus.

O lamento de Davi pelas mortes de Saul e Jônatas é para nós um grande exemplo de fidelidade aos planos do Senhor e reconhecimento da relevância da honra. Jônatas era seu amigo e o pranto foi genuíno. Saul era o seu rei e o ungido do Senhor. Davi não dançou, não sorriu, não serviu um banquete, pelo contrário, chorou muito, compôs um cântico de honra (2 Sm 1.17-27) e não permitiu que faltassem com o respeito devido ao monarca morto (2 Sm 1.1-16).

SUBSÍDIO 1

Professor (a). neste primeiro tópico, reforce a ideia de que é bom ser chamado por Deus, no entanto precisamos nos capacitar para o serviço. Nossa dedicação ao preparo é um bom reflexo do nosso compromisso com o Senhor.

Às vezes nos deparamos com boas oportunidades, mas que podem ser armadilhas. Por isso, é importante que sejamos sempre guiados pela direção divina.

II – O TEMPO DE DEUS

1. Uma trajetória admirável 

Davi soube esperar o tempo de Deus e foi o protagonista de uma trajetória admirável e inspiradora. Desde o dia em que foi ungido pelo profeta Samuel até o dia em que começou o seu reinado, viveu uma caminhada de muita paciência, aprendizado e serviço.

Esses três fatores foram essenciais e, caso não se fizessem presentes, com certeza não teríamos o mesmo resultado: a paciência o fez se desenvolver no tempo certo (Gl 6.9); o aprendizado lhe permitiu adquirir habilidades necessárias á missão que assumiria (Sl 119.73): o serviço lhe deu a prática necessária para desenvolver a excelência.

Diante da fidelidade ao Senhor. Davi foi abençoado e teve uma trajetória belíssima: filho dedicado e servo fiel; pastor de ovelhas zeloso corajoso ao defender seu rebanho; matador de gigante; músico virtuoso e cheio do Espírito: embora fugitivo em terra estranha, fiel ao seu rei e ao seu povo: zeloso pelo ungido do Senhor; bondoso com as casas de Saul e Jônatas; restaurador das leis transgredidas iniciando um tempo de maior devoção; rei por quarenta anos unificando as tribos de Israel; conquistador de sete nações inimigas, traz com muito zelo a arca para Jerusalém: fortalece e expande o exército de Israel; viabiliza a prosperidade no reino e prepara o caminho para o seu filho, Salomão.

2. O reino que não terá fim. 

Ungido pelo Senhor. Davi foi um rei que se destacou na história por sua integridade, por praticar uma gestão assertiva, pela dependência divina e viabilizar uma relevância de Israel sobre os demais reinos da época. Além disso, confiou na promessa divina de um reino que não teria fim (Lc 132-33): o Reino de Deus.

Deus estabeleceu uma aliança com Davi (2 Sm 7.16) onde prometeu que o seu reino seria firmado para sempre. Essa aliança tornou-se um marco na história daquele povo e manteve vívida a esperança na vinda do Messias (Is 9.6-7).

Participante da descendência de Davi (Rm 1.3), o Messias estabeleceria o reino que não teria fim (Mt 21.9) e, na plenitude dos tempos, tal promessa se concretizou (Gl 4.4,5). A Palavra de Deus nos traz diversas verdades sobre o Reino de Deus: que já está presente e que não veio de forma alarmante (Lc 17.20-25); o descreve como justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17); também o descreve como um império eterno que jamais passará (Dn 7.14); e o apresenta como eterno com domínio sobre todas as gerações (Sl 145.13).

3. Um nome a ser lembrado. 

Algo que precisa ser destacado em nossa cosmovisão é o fato de que toda a honra e glória pertencem ao nosso Deus (Sl 115.1). Como é bom saber que o principal propósito de nossas vidas é glorificar ao nosso Senhor. Todas as coisas foram por Ele criadas e sem a sua ação nada existiria.

Diante de nossos esforços pessoais e projetos, quer sejam de âmbito privado ou coletivo, somos por vezes mencionados e celebrados Mas jamais esqueçamos de que o que há de mais precioso em nós é fruto dos propósitos do Senhor se cumprindo em nossas vidas. Tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (1 Co 10.31).

Estabelecida a condição acima, veja algo admirável na vida de Davi: poucos nomes foram tão mencionados e celebrados quanto o do belemita. Após tantos séculos e milênios de história, é praticamente impossível fazermos uma lista com os nomes mais respeitados e deixarmos de fora o nome Davi.

III – NA CAMINHADA. TEMPO DE APRENDIZADO

1. Kairós e Chronos. 

Essas duas palavras de origem grega nos ajudam a compreender a dimensão de tempo. Em uma tradução simples para o português. ambas significam tempo. Porém, no sentido bíblico, são bem distintas: Chronos faz referência ao tempo subordinado ao relógio, quantitativo, que é marcado a partir dos movimentos de translação e rotação da Terra. É o tempo que nos orienta na organização do nosso cronograma diário, mensal. anual e assim por diante Já Kairós é o “tempo oportuno” e possui uma natureza qualitativa apontando para o momento adequado de determinado evento/experiência dentro dos propósitos divinos.

Duas passagens bíblicas que nos ajudam a entender esse conceito foram vividas por Jesus e seus discípulos: em um momento o Mestre afirma “a minha hora ainda não chegou” (Jo 7.6), logo mais declara ‘a minha hora chegou” (Jo 12.23). Não há contradição, em um momento encontramos o Chronos. no outro, o Kairós.

2. Por que Deus demora tanto para agir? 

Por vezes, nos momentos mais difíceis, fazemos essa pergunta: “até quando?’ Em nosso entendimento limitado, podemos até achar que já é o momento de passarmos para próximas etapas No entanto, há o tempo certo para tudo. Deus nunca tarda. Sempre chega na hora certa (2 Pe 3.9).

Davi, ungido ainda na sua adolescência. só foi alcançado pela promessa já aos trinta anos de idade Parece claro para nós que ele precisava ser preparado para tal obra, porém olhemos a partir do ponto de vista de Davi passando pelas provas, perseguições, incompreensões. apertos e dificuldades. Com certeza, o Chronos foi bem impiedoso com o nosso futuro rei Que bom que para ele o Kairós falava muito mais alto.

3. Como é bom estar no tempo de Deus. 

Quando nos permitimos estar no tempo de Deus somos agraciados com as bênçãos decorrentes desse processo. Há tempo para todas as coisas (Ec 3.1). devemos nos alegrar diante dessa verdade, o tempo de Deus é sempre perfeito (2 Sm 22.31).

Existem momentos em que o Senhor trabalha em nossas vidas, e essa ação requer uma dimensão temporal que sai do simples controle do relógio e passa para a dinâmica do amadurecimento na caminhada. É o Kairós nos envolvendo em uma ação de desenvolvimento pleno, para tanto, devemos nos entregar de coração.

SUBSÍDIO 3

Professor (a), explique aos alunos que cronos é a duração, trairás é a oportunidade Nós serenamente medimos o cronos com relógios e calendários; perdemo-nos arrebatadamente no Kairós por nos apaixonarmos ou saltarmos na fé Se somos dominados por uma sensação de cronos. o futuro é fonte de ansiedade, sangrando energia do presente ou deixando-nos descontentes com o presente Mas se somos dominados por uma sensação de Kairós. O futuro é fonte de expectativa que verte energia no presente Uma obsessão com o cronos — horários rígidos, esquemas de atividades cuidadosamente planejados — é uma defensiva disfarçada contra o Kairós de Deus, os inesperados descontrolados ministérios da graça”.

CONCLUSÃO

Davi foi chamado para uma missão muito especial, porém foi preciso um longo preparo até que pudesse, finalmente. iniciar o seu reinado em Israel Foi um tempo de muito aprendizado, sempre conduzido sob a direção divina. O filho de Jessé soube viver o Kairós e, ao longo desse “treinamento”, esperar convicto de que tudo estava sob o controle do Senhor. Que possamos seguir o exemplo deixado por Davi e, no tempo certo, viver os planos de Deus para as nossas vidas.

HORA DA REVISÃO

1. Qual foi a reação de Davi ao saber da morte de Saul?

Davi não dançou, não sorriu não serviu um banquete, pelo contrário. chorou muito, compôs um cântico de honra e não permitiu que faltassem com o respeito devido ao monarca morto.

2. Aponte três fatores essenciais ao aprendizado de Davi.

Paciência, aprendizado e serviço A paciência o fez se desenvolver no tempo certo, o aprendizado lhe permitiu adquirir habilidades necessárias a missão que assumiria; o serviço lhe deu a prática necessária para desenvolver a excelência.

3. Como a Palavra de Deus nos apresenta o Reino de Deus?

Como um reino que já está presente e que não veio de forma alarmante o descreve como justiça, paz e alegria no Espírito Santo também o descreve como um império eterno que jamais passará; e o apresenta como eterno com domínio sobre todas as gerações.

4. Qual a diferença entre Chronos e Kairós?

Chronos faz referência ao tempo subordinado ao relógio, quantitativo. E o tempo que nos orienta na organização do nosso cronograma diário, mensal, anual e assim por diante Kairós é o “tempo de Deus” e possui uma natureza qualitativa apontando para o momento oportuno de determinado evento/experiência dentro dos propósitos divinos.

5. Quais variantes devem ser levadas em conta no tempo Kairós?

A imaturidade e o despreparo a incredulidade e desobediência humana.


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